A primeira maratona internacional foi disputada há exatos 116 anos. Nasceu junto com o ressurgimento dos Jogos Olímpicos, em Atenas’1896. Largada na cidade de Maratona (do grego antigo Μαραθών, transliterado como Marathôn), a leste da capital grega. Sairam de lá 17 homens, quase todos corredores da casa. Apenas cinco estrangeiros participaram: dois franceses, além de australiano, húngaro e norte-americano. Destes gringos, apenas dois concluiram os 40km oficiais, o francês Sokratis Lagoudakis em nono (também conhecido, no caso, como último) e o húngaro Gyula Kellner, que perdeu a medalha de prata por 32 segundos para o grego Kharilaos Vasilakos (fez o tempo de 3h06:03). E o vitorioso? Quase todos já ouviram falar do lendário Spiridon Louis, vencedor após 2h58:50 de corrida sobre terra batida. Liderança assumida, aliás, quando faltavam cerca de quatro quilômetros para o fim. Mas antes daquele pastor de ovelhas ganhar o primeiro ouro olímpica da Grécia, outro ‘prata’ da casa gravou seu nome na história enfrentando aquele mesmo percurso. Isso quase 2400 anos antes. Hora de outro revival histórico. No ano de 490 a.C., os gregos antigos defenderam bravamente seu território contra a invasão dos persas. Os inimigos prometiam chegar a Atenas, matar todos os homens (inclusive as crianças) e violentar suas mulheres. O orgulho (e instinto de sobrevivência) grego encheu o exército local de força. Eles expulsaram os persas atrevidos após uma batalha sanguinária. Mas mesmo com a vitória na planície de Maratona, a notícia teria de chegar muito rápido à capital. As mulheres estavam preparadas para um suicídio coletivo caso seus homens demorassem a voltar. Nada difícil de ocorrer, já que o exército Persa era muito mais poderoso. O general Milcíades ordenou a seu melhor corredor que levasse as boas novas a tempo. Ai, entrou na história aquele outro ‘prata’ da casa que me referi antes. Diz a lenda que, o então desconhecido, Fidípides correu a distância feito um doido e, ao chegar a tempo de impedir a chacina, conseguiu apensa dizer "vencemos". Pimba, o soldado caiu mortinho sem ser atingido. Puro esforço excessivo. Bem, existem controvérsias, claro. Há versão que conta outra história. Fato é que o filólogo francês Michel Bréal gostou do enredo e deu a idéia de homenagear o soldado grego (que assim ficou famoso) com uma corrida entre Maratona e Atenas. Essa lenda pegou. Porém, tem outra lenda que já foi desbancada. A distância determinada para a primeira maratona olímpica foi de 40km, ponto a ponto. E quanto àquele número quebrado (e até hoje determinado pra maratona) de 42km e 195m? Este só foi oficializado 12 anos depois. Ao contrário do que muita gente diz, não tem nada a ver com a distância exata que o soldado antigo teria corrido. Afinal, não havia GPS na época pra eles aferirem com tanta precisão. Nos Jogos Olímpicos de Londres’1908, os organizadores resolveram ampliar um pouquinho a distância da maratona que vinha sendo disputada naquela quilometragem arredondada. O novo percurso passou em frente ao Palácio de Windsor só pra realeza curtir a corrida de camarote. Ah, mesmo sem ainda ter um GPS essa distância pôde ser medida em exatos 42.195 metros. A partir daí o tal número ficou. Pois é, a maratona é tão apaixonante que vive inspirando. E lendas convivem muito próximo da realidade.
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Já contei aqui no blog um pouco dos 54 anos de história do Campeonato Mundial de Handebol Feminino. Vamos a mais uma rápida volta ao passado? Agora, tratando sobre curiosidades numéricas. Mesmo quem não é matemático, contador ou joga no bicho curte um pouco do que os números contam. Especialmente no esporte.Nas 20 edições, dos 51 países que já participaram apenas um esteve em todas. A Romenia é como o Brasil no futebol, não faltou a nenhum Mundial, só que da modalidade que faz gol com a mão. Entretanto, as romenas não tem tantas presenças nos pódios. Somaram três até aqui: um ouro (1962) e duas pratas (1973 e 2005). Na cola vem a Hungria que apenas não participou de dois Mundiais: em 1990 e agora. Esta outra seleção do leste europeu foi derrotada no último play-off pela Alemanha, contra quem perdeu os dois jogos disputados em junho (26x24 e 27x22). Porém, as húngaras têm o melhor retropecto com nove pódios em 18 Mundiais: um ouro (1965), quatro pratas (1957, 1982, 1995 e 2003) e quatro bronzes (1971, 1975, 1978 e 2005). A Hungria também registrou a maior goleada da história. Aconteceu em 2005 quando aplicou um 'sonoro' 57x09 na Austrália, 48 gols de diferença. Aliás, a terra do canguru é 'doidinha' pra colecionar esse tipo de 'vantagem'. Das top5 goleadas em Mundiais, quatro foram sofridas pela Austrália. As outras ocorreram para a Suécia (45 gols de diferença com o placar de 66x21 em 2009), Rússia (40 - 48x8, 2009) e até para a africana Angola (39 - 47x8, 2005). Tá bom pra você? Acho que pra elas, não. A Austrália está no grupo B nesta primeira fase junto, justamente, da atual tricampeã Rússia. Aguardem! União Soviética, Tchecoslováquia e Iugoslávia foram fortes participantes no passado. Países fragmentados no final do século 20. A Iugoslávia, por exemplo, tem seus 'pedaços' presentes em Mundiais de Handebol. Sérvia até participou de duas edições. Este ano, em São Paulo, estarão Croácia (após cinco participações independentes) e a caçula Montenegro, única estreante em Mundiais. Outra 'engatinhando' é Cuba que vem para seu segundo campeonato deste porte. Estreiou em 1999 com um 21º lugar. Desta vez começa no Mundial'2011 contra o anfitrião Brasil na primeira partida, marcada para o dia 02 de dezembro, às 21h, no Ginásio do Ibirapuera. Amanhã, no blog Londres Olímpica, uma matéria especial sobre este 20ª Mundial de Handebol Feminino. Atenção para a estimulada seleção do Brasil que poderá 'aprontar' surpresas para as forças européias.
Daqui 12 dias começará o 20º Mundial de Handebol Feminino, no Brasil. O campeonato conta com 54 anos de história, iniciada em 1957 na antiga Iugoslávia. Esta é a terceira vez que o evento realiza-se fora da Europa (em 1995 na Coréia do Sul, em 2009 na China e agora no Brasil). A tricampeã (seguida) Rússia é a maior vencedora com quatro títulos, todos nos últimos 10 dez anos (2001, 2005, 2007 e 2009). E elas vêm com apetite para conquistar outro troféu, agora em terras paulistas. Lembro, também, que a antiga União Soviética já havia conquistado outros três títulos mundiais (o tri de 19982/86/90), sendo que as bases daquelas seleções eram de jogadoras russas. As germanicas também são fortíssimas, com um título na fase reunificada (1993) e outros três como Alemanha Ocidental (1971, 1975 e 1978). O único país fora da Europa a ganhar um Mundial (aliás, a ser finalista) foi a Coréia do Sul cinco anos após sediar o evento (1995). Veja aqui todos os Mundiais Femininos já realizados, as colocações das duas seleções finalistas e o placar: 1º 1957: Iugoslávia - 1º Tchecoslováquia - 2º Hungria (7x1) 2º 1962: Romênia - 1º Romênia - 2º Dinamarca (8x5) 3º 1965: Alemanha Oriental - 1º Hungria - 2º Iugoslávia (5x3) 4º 1971: Holanda - 1º Alemanha Ocidental - 2º Iugoslávia (11x8) 5º 1973: Iugoslávia - 1º Iugoslávia - 2º Romênia (16x11) 6º 1975: União Soviética - 1º Alemanha Oc. - 2º Iugoslávia (sem final) 7º 1978: Tchecoslováquia - 1º Alemanha Oc. - 2º Iugoslávia (sem final) 8º 1982: Hungria - 1º União Soviética - 2º Hungria (sem final) 9º 1986: Holanda - 1º União Soviética - 2º Tchecoslováquia (30x22) 10º 1990: Coréia do Sul - 1º União Soviética - 2º Iugoslávia (24x22) 11º 1993: Noruega - 1º Alemanha - 2º Dinamarca (22x21) 12º 1995: Áustria/Hungria - 1º Coréia do Sul - 2º Hungria (25x20) 13º 1997: Alemanha - 1º Dinamarca - 2º França (33x20) 14º 1999: Dinamarca/Noruega - 1º Noruega - 2º França (25x24) 15º 2001: Itália - 1º Rússia - 2º Noruega (30x25) 16º 2003: Croácia - 1º França - 2º Hungria (32x29) 17º 2005: Rússia - 1º Rússia - 2º Romênia (28x23) 18º 2007: França - 1º Rússia - 2º Noruega (29x24) 19º 2009: China - 1º Rússia - 2º França (25x22) 20º 2011: Brasil
Tem início hoje, em Guadalajara (segunda principal cidade mexicana), a 16ª edição dos Jogos Desportivos Pan-Americanos. São exatos sessenta anos de história da maior competição poli-esportiva das Américas. Na primeira edição, realizada em 1951 na capital argentina de Buenos Aires, um total de 2513 atletas vindos de 21 nações do continente competiram em 21 modalidade. Após seis décadas, todos esses números praticamente dobraram. Em Guadalajara, competirão mais de seis mil atletas de 42 países durante os próximos 16 dias em 36 esportes, vários deles também olímpicos. O blog Diário do PAN 2011 fará a cobertura jornalística diária deste Pan-Americano no México que vai até 30 de outubro. Veja aqui a lista de todas a edições. Entre parenteses, o total de atletas inscritos separado por uma barra do número de países participantes:
1º 1951 - Buenos Aires (Argentina) - 2513/21 2º 1955 - Cidade do México (México) - 2583/22 3º 1959 - Chicago (Estados Unidos) - 2263/25 4º 1963 - São Paulo (Brasil) - 1665/22 5º 1967 - Winnipeg (Canadá) - 2361/29 6º 1971 - Cáli (Colômbia) - 2935/32 7º 1975 - Cidade do México (México) - 3146/33 8º 1979 - San Juan (Porto Rico) - 3700/34 9º 1983 - Caracas (Venezuela) - 3426/36 10º 1987 - Indianápolis (Estados Unidos) - 4453/38 11º 1991 - Havana (Cuba) - 4519/39 12º 1995 - Mar del Plata (Argentina) - 5144/42 13º 1999 - Winnipeg (Canadá) - 5275/42 14º 2003 - Santo Domingo (Rep.Dominicana) - 5196/44 15º 2007 - Rio de Janeiro (Brasil) - 5662/42 16º 2011 - Guadalajara (México) - 6003/42 17º 2015 - Toronto (Canadá)
A veterana Natalia Sergeyevna Ishchenko (em bom russo, Наталья Сергеевна Ищенко) atingiu algo, até então, inimaginável para uma atleta de nado sincronizado. Neste esporte olímpico a carreira de alta performance, normalmente, encerra-se antes dos 30 anos. Mas aos 36 de idade, ela não somente chegou a sua quarta edição de Mundial Aquático como também subiu ao ponto mais alto do pódio pela 15ª vez. Isso mesmo, Natalia ganhou 15 medalhas de ouro (só em mundiais da categoria principal) no nado sincronizado. Este é o recorde absoluto do genero na modalidade. Já madura, no primeiro ano de sua vida balzaquiana, ela iniciou sua passagem por Mundiais Aquáticos em Montreal`2005. Foram duas medalhas no Canadá: prata na rotina técnica do solo e o título do conjunto. No ambito olimpico, a russa não atingiu a mesma performance. Foi apenas ouro (`apenas` para o nível dela, claro) no conjunto, em Beijing`2008. A concorrencia interna por lá é fortíssima, tem nadadora bem sincronizada aos montes pela Russia. Só agora no recém inaugurado Shanghai Oriental Sports Center, de Xangai (14º Mundial Mundial de Esportes Aquáticos), foram cinco ouros desta esguia nadadora. Veja a performance de ouro de Natália em Campeonatos Mundiais de Nado Sincronizado:
1 - 2005 - Montreal (CAN) - Conjunto
4 - 2007 - Melbourne (AUS) - Solo (livre e técnico) e Conjunto (livre e técnico) 5 - 2009 - Roma (ITA) - Solo (livre e técnico), Dueto (livre) e Conjunto (Livre) 5 - 2011 - Xangai (CHN) - Solo (livre e técnico), Dueto (livre e técnico) e Conjunto (Livre)
Pelo menos nos três últimos cíclos olímpicos, a natação brasileira é um dos esportes que maior evolução atingiu. Saimos de um ostracismo que, eventualmente, revelava ao mundo potenciais isolados como Maria Lenk (décadas de 30 e 40), Manuel dos Santos (anos 60) e Ricardo Prado (anos 80). A dupla de velocistas Gustavo Borges e Fernando Scherer começou a apresentar resultados internacionais de ponta dentro de uma mesma geração brasileira. A partir dalí, novos talentos aquáticos emergiram de nossas piscinas. No último mundial aquático, em Roma'2010, o Brasil entrou definitivamente no grupo das nações do topo aquático. No setor masculino, os brazukas ficaram apenas atrás dos quase invencíveis norte-americanos. Aumento de competitividade acaba levando, para alguns, a mitica de que o fim justifica os meios. Assim, tropeços foram se somando de forma triste para esta geração talentosa. Certo que alguns, possivelmente, pagaram o 'pato' da imprudência ou até ingenuidade. E pagaram caro. A substância proibida pela WADA (Agencia Mundial Antidoping) mais encontrada nos exames positivos é o estanozolol. Um esteróide anabolizante derivado da testosterona que já causou punições de atletas de outros esportes como o canadense Ben Johnson, do atletismo, pego durante os Jogos Olímpicos de Seul'88.
Hoje foi anunciado mais um caso de doping entre nadadores brasileiros. A veterana Fabíola Molina (36 anos), um exemplo fora e dentro d'água, está treinando na Inglaterra como preparação para duas grandes competições internacionais: o Mundial de Natação em Piscina Curta (Shangai, na China) e os Jogos Mundiais Militares, no Rio de Janeiro, ambas no mês de julho. Segundo nota da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), o exame foi realizado em 22 de abril deste ano e acusou a substância metilhexanamina, que é um estimulante. Fabíola (na foto acima) recebeu punição temporária da WADA por dois meses, mas seu caso ainda será avaliado pela FINA e poderá até ter a pena aumentada. Veja os principais casos de doping envolvendo nadadores brasileiros: 1997 - Hugo Dupré - nandrolona - 4 anos de punição 2003 - Laura Azevedo - estanozolol - banida 2004 - Juliana Kury - estanozolol - 2 anos 2004 - Leonardo Costa - estanozolol - 2 anos (abandonou esporte) 2005 - Danilo Carrega - estanozolol - 2 anos (abandonou esporte) 2006 - Renata Burgos - estanozolol - 2 anos 2007 - Rogério Karfulkenstein - estanozolol - 2 anos (abandonou esporte) 2007 - Rebeca Gusmão - testosterona - banida 2009 - Lorena de Araújo Rezende - estanozolol - 2 anos 2010 - Daynara de Paula - furosemida - 8 meses 2010 - Daiane Becker - estanozolol - 2 anos 2011 - Samuel de Bona - metilhexanamina - 30 dias 2011 - Laurent Goulart - metilhexanamina - advertência
Foi somente em Berlin'36, após 40 anos do ressurgimento dos Jogos Olímpicos na era moderna, que foi realizado um revezamento para a condução do fogo olímpico. Passou-se ali a reviver a história milenar em Olimpia, berço olímpico na antiga Grécia. Leia mais neste link sobre a história dos revezamentos olímpicos. Em várias edições, o fogo cruzou outros países até chegar na pira olímpica da sede definida. Mas, via de regra, a fórmula determinava que a chama fosse criada em Olimpia, percorresse parte da Grécia e fosse direto ao país hospedeiro em cada ano. Tentou-se nas três últimas edições (Sydney'2000, Atenas'2004 e Beijing'2008) dar um caráter mais global, fazendo o fogo percorrer os cinco continentes. Mas inúmeras manifestações ocorridas na edição passada fizeram os homens do COI reavaliarem o projeto e voltar ao sistema tradicional. Para Londres'2012 estão previstas a presença de oito mil condutores da tocha, número muito menor que os mais de 21 mil utilizados nos Jogos Olímpicos passados. Número bem menor também será a quilometragem em terra percorrida pelo fogo olímpico. A principio, Londres'2012 prevê mais de 12 mil km em território britânico. Vamos conferir, logo abaixo, as maiores distancias, em terra, percorridas pela chama até aqui:
Em 2008, o maratonista Samuel Wanjiru deu seu maior 'salto' na carreira esportiva. Tornou-se o primeiro ouro queniano na prova mais longa do atletismo olímpico, segundo mais jovem campeão da história (o 'caçula' é o argentino Juan Carlos Zabala que ganhou a maratona em Los Angeles'32) e atual recordista olímpico da prova (2h06:32 correndo pelas ruas da capital chinesa). Carreira que seria altamente promissora, como você poderá conferir no Blog Passadas Firmes.
Porém, neste domingo, uma tragédia chocou o mundo esportivo. Wanjiru caiu da sacada do seu apartamento no Quenia, após uma discussão com sua esposa, com quem vinha tendo problemas sérios de relacionamento. Outro 'salto' que pode ter sido suicidio como acreditam pessoas diretamente ligadas ao corredor. A polícia ainda investiga a morte levando em consideração outras hipóteses.
Mais jovens campeões da maratona olímpica (idade de cada fundista até a data da maratona) 1. Juan Carlos Zabala (ARG) - 20 anos, 10 meses e 3 dias em L.Angeles'32 2. Samuel Wanjiru (KEN) - 21 anos, 9 meses e 13 dias em Beijing'2008 3. Huang Young-cho (KOR) - 22 anos, 4 meses e 17 dias em Barcelona'92 4. Gezahegne Abera (ETH) - 22 anos, 5 meses e 6 dias em Sydney'2000 5. Johnny Hayes (USA) - 22 anos, 6 meses e 21 dias em Londres'1908 6. Michel Théato (FRA) - 22 anos, 7 meses e 6 dias em Paris'1900 7. Spiridon Louis (GRE) - 23 anos, 3 meses e 3 dias em Atenas'1896 8. Sohn Kee-chung (KOR) - 23 anos, 11 meses e 17 dias em Berlin'36 9. Josia Thugwane (SAF) - 25 anos, 3 meses e 19 dias em Atlanta'96
Os 9º Jogos Sul-Americanos chegaram ao fim. Foi a mais bem organizada e disputada edição em 32 anos de história do maior evento poli-esportivo do continente. Nesta terça-feira, apenas faltavam definições em dois esportes (esqui aquático e handebol), sete pódios no último dia de Medellin'2010. Veja a resenha final e resumida.
DISPUTAS DO DIA: 6 pódios Dia bem sucedido para os esquiadores chilenos em Llanogrande, cidade de Rionegro. Foram três vitórias nas seis provas que restavam do programa. No feminino, a chilena Tiare Arellano venceu a prova de saltos e somou melhor desempenho nas quatro especialidades, ficando com o ouro também no overall. A, então, lider no geral (a colombiana Angela Delgado havia ganho ouro e prata nas provas do dia anterior) caiu na classificação e terminou em terceiro no overall. Já no masculino, com a prata nos saltos conquistada pelo argentino Javier Andres Julio (que ganhou as duas disputas de segunda-feira), ele também confirmou com tranquilidade o título geral. Foi o maior vencedor do esqui aquático, somando três ouros e uma prata em Medellin'2010. A Argentina também foi a grande vencedora, somando nove medalhas (quatro ouros). Em segundo veio o Chile com seis pódios, sendo três títulos obtidos hoje.
DISPUTAS DO DIA: 1 pódio Decisão das medalhas do torneio masculino no Coliseo Ditaires, em Itagui. Último evento da programação esportiva de Medellin'2010, a disputa pela medalha de ouro reuniu dois eternos rivais: Brasil e Argentina. Jogo muito equilibrado do começo ao fim nesta terça-feira. E que teve vitória brasileira no finalzinho (30x28). Graças ,especialmente, a uma atuação impecável do goleiro Maik Santos (na foto acima, à direita). Ele é o único, deste time, que participou da conquista do vice-campeonato, na última vez que o handebol esteve em Jogos Sul-Americanos (Brasil'2002). Os brasileiros venceram esta competição, disputada em pontos corridos, com quatro vitórias seguidas e de forma invicta. A medalha de bronze ficou com o Chile.
Penúltimo dia dos Jogos Sul-Americanos de 2010. Segunda-feira (29 de março) com 10 esportes disputando 44 pódios, além das semifinais do handebol masculino. Medellin'2010 está chegando ao fim e foram encerrados mais oito modalidades (das 43 totais): basquete, canoagem, esgrima, ginástica rítmica, levantamento de peso, nado sincronizado, natação e taekwondo. Só falta agora o hande e o esqui aquatico. O Brasil teve mais um dia avassalador com 21 ouros (contra seis dos donos da casa). Mas não teve jeito: a Colômbia é lider garantida, de forma antecipada, pela primeira vez na história dos 32 anos destes Jogos. Leia aqui o que aconteceu de mais importante.
DISPUTAS DO DIA: 1 pódio Jogos do basquete masculino foram no Coliseu Iván de Bedout, em Medellin. E torneio foi decidido nesta segunda-feira. Pelo bronze, partida parelha entre Brasil e Chile. E empate no período normal. No tempo extra, o Chile comandou o placar do início ao fim e terminaram com a terceira colocação. O ouro na competição continental ficou nas mãos dos argentinos, que derrotaram o Uruguai na decisão por 60x46. Com a prata do feminino, a Argentina foi a única a conseguir duas medalhas nos torneios de basquete de Medellin'2010.
DISPUTAS DO DIA: 8 pódios Jornada com as distâncias mais curtas para caiaques e canoas canadenses: 200m. Melhor dos três dias para os canoistas brasileiros que venceram sete das oito provas finais. E com os ouros do K2 e K4 femininos, uma de suas integrantes tornou-se a maior medalhista (em número de pódios) de Medellin'2010. Foram oito conquistas da gaúcha Naiane Pereira (quatro ouros, uma prata e três bronzes). E também foi a maior vencedora (em relação a qualidade das medalhas) da canoagem sul-americana. O Brasil foi soberano nas raias olímpicas da Villa Náutica Embalse, em Guatapé. Não foi ao pódio somente em uma das 24 provas (K1-200m feminino). Ganhou 16 ouros no total, todas as seis da canoa canadense.
DISPUTAS DO DIA: 2 pódios Fim das estocadas com os torneios por equipe na Plaza Mayor. E um dia desastroso para os venezuelanos que ganhavam quase tudo até então. Domingo, foi apenas o bronze feminino. Nesta prova, as espadistas da Colômbia, comandadas por Angela Maria Toro (ouro individual), venceram o trio brasileiro na final que contava com Cleia Guilhon (também prata na espada individual). No florete masculino, a melhor equipe de esgrima do Brasil foi ouro na final contra o Chile. O Brasil está praticamente garantido nesta prova para os Jogos Olímpicos de 2012. No trio campeão sul-americano está outro medalhista individual em Medellin'2010: Heitor Shimbo (bronze). Mesmo com esta jornada negativa, a Venezuela manteve-se como lider absoluta da esgrima somando 15 medalhas (oito dos 12 ouros possíveis). O Brasil conseguiu o segundo lugar geral com oito pódios e dois ouros.
DISPUTAS DO DIA: 4 pódios Inicio das definições de medalhas da última modalidade nestes Jogos. O local de provas (Llanogrande Country Club) fica na cidade de Rionegro, assim como outras três modalidades (caratê, hipismo e patinação artística). Dupla vitória, nas duas provas masculinas do dia, para o argentino Javier Andres Julio (figuras e slalom). São quatro especialidades (tem ainda wakeboard e salto) que todos os esquiadores competem. E ainda a classificação geral, chamada overall (somatória das quatro), isso tanto no masculino quanto feminino. Julio, portanto, dá um belo início para ganhar também o título overall masculino. Entre as mulheres, a melhor performance foi da colombiana Angela Delgado, ouro nas figuras e prata no slalom.
DISPUTAS DO DIA: 6 pódios Supresa desagradável para a ginástica rítmica brasileira na despedida de Medellin, nesta segunda-feira. Nas duas provas de conjunto (tanto de duas cordas e três fitas quanto na de cinco arcos) as vitoriosas foram as venezuelanas. O quinteto brasileiro ficou com a prata em ambas. Lembro que o Brasil (com outra formação, a maioria já aposentada da modalidade) é a atual bicampeã pan-americana nos conjuntos. No individual, brilhante performance da jovem paranaense Angélica Kvieczynski, de 18 anos, conquistou os quatro ouros dos emplementos arco, bola, corda e fita. Como ela havia ganho dois ouros no dia anterior (individual e equipe), tornou-se uma das maiores vencedoras entre todas as 43 modalidades (seis ouros). Mesmo com as duas derrotas inesperadas da segunda-feira, o Brasil finalizou como lider da GR com sete ouros e três pratas. Neste modalidade, apenas ginastas do Brasil (10 medalhas), Venezuela (oito medalhas) e Argentina (nove medalhas) subiram no pódio.
DISPUTAS DO DIA: 5 pódios Últimas cinco categorias, três masculinas, do levantamento de peso nestes Sul-Americanos. E justamente aquelas com os pesistas mais fortes. Dia vantajoso para os equatorianos que venceram três provas: Oliba Seledina Arroyo (+75kg feminino), Jorge David Valdez (-105kg masculino) e Julio César Garcia (+105kg masculino). Porém, a Colômbia com seus dois ouros no dia (Ubaldina Valoyes, -75kg feminino, e Wilmer Torres, -94kg masculino) garantiu a liderança no quadro final da modalidade. Foram 14 pódios para a Colômbia com sete ouros no total. Em segundo vem a Venezuela (14 medalhas, com quatro ouros e sete pratas), seguida do Equador (10 no total, também quatro títulos, mas apenas uma prata).
DISPUTAS DO DIA: 1 pódio Encerramento do nado sincronizado com a prova de conjunto deste esporte exclusivo das mulheres. Numa das piscinas do Complexo Aquático de Atanasio Girardot, o Brasil ganhou sua terceira medalha de ouro, em três provas, como já era esperado. Destaque ainda maior tanto para Giovana Stephan (ouro no solo) quanto para a dupla Nayara Figueira e Lara Teixeira (ambas campeãs no dueto), todas integrantes do grupo de nove atletas vitoriosas nesta segunda-feira. O Brasil encerrou como lider geral, seguido da Colômbia (três pratas) e Argentina (três bronzes).
DISPUTAS DO DIA: 10 pódios Final da quinta modalidade aquática em Medellin'2010. Vantagem incontestável brasileira, mais uma vez, com seis vitórias em 10 provas. Destaque do dia para o mineiro Thiago Pereira com dois ouros (200m peito e 400m medley), provas vencidas com pouquissimo tempo de descanso entre uma e outra. Ele conquistou seis pódios ao todo (três ouros e três pratas). Vários brasileiros foram multi-medalhistas na natação. As maiores: Joanna Maranhão e Daynara de Paula com cinco ouros e um bronze cada. Dos estrangeiros, destaque para o venezuelano Crox Ernesto Acuña, ganhador de cinco medalhas (quatro ouros e uma prata). Após 40 provas, com 120 medalhas distribuídas, vantagem enorme do Brasil que totalizou 51 lugares no pódio (42,5%), 27 vitórias (67,5%) e nove dobradinhas.
DISPUTAS DO DIA: 6 pódios Encerramento da terceira modalidade marcial destes Sul-Americanos no Coliseu de Combate. Poderia ter sido um dia muito melhor para o Brasil. Na segunda-feira, o país ingressou em cinco dos seis pódios possíveis (um ouro, três pratas e um bronze). Das 16 categorias em Medellin'2010, só em uma (até 57kg feminino) não teve taekwondista nossa premiado. Na contagem geral, o Brasil acumulou mais conquistas com sete ouros (15 medalhas), seguido da Venezuela com três títulos (12 pódios) e Colômbia com dois (nove premiações no total). O taekwondo foi o esporte mais 'democrático' dos Jogos Sul-Americanos, onde 12 países (dos 15 inscritos) ganharam ao menos uma medalha.
VOLEIBOL DISPUTAS DO DIA: 6 pódios Decisão feminina na cidade de Invigado (Coliseo Poliesportivo Sul), região metropolitana de Medellin, onde foram realizadas todas as partidas do torneio. Histórico parecido com o basquete, em Medellin'2010. Brasil também venceu a final feminina contra a maior Argentina (3x0). E os hermanos haviam ganhado, da mesma forma que no basquete, o ouro no torneio masculino. Esta seleção feminina de voleibol do Brasil é sub-23 e só realizou um treinamento conjunto, já que as jogadoras estavam em meio à disputa da Superliga. O técnico Antonio Rizola formou a equipe baseado nas campeãs mundiais infanto-juvenis (Tailândia'2009) e nas jogadoras que conquistaram o bronze do Mundial Juvenil (México'2009).
Segundo domingo de competições em cidades antioquenhas. Foram 13 esportes decidindo 47 pódios no 12º dia de Medellin'2010. Outras quatro modalidades tiveram apenas eliminatórias. Faltam três dias para o encerramento destes Jogos e terminam mais seis competições: boliche, caratê, futebol, patinação em velocidade, tênis e vôlei de praia. O Brasil, pelo segundo dia consecutivo, ganhou bem mais ouros que a Colômbia e vai diminuindo a diferença para os lideres do quadro de medalhas. Só neste domingo, foram 24 títulos dos brasileiros contra nove dos colombianos. O resumo breve, da antepenúltima jornada, foi o seguinte.
DISPUTAS DO DIA: 2 pódios Último dia do boliche na pista Bolera Municipal, em Medellin. Provas de master para homens e mulheres. Consagração definitiva da melhor jogadora de boliche da América do Sul. A colombiana Clara Juliana Guerrero Londoño conquistou sua sétima medalha (seis de ouro e uma prata) e tornou-se, junto com a patinadora Jercy Puello Ortiz (também da Colômbia), a mais vitoriosa destes Jogos. A velocista Ortiz havia ganho seu sexto ouro no dia anterior (prova de 5000m por equipe). Entre os homens, Andres Gomez conquistou o título master deste domingo e soma seis medalhas (cinco ouros e uma prata) nas seis provas que tomou parte em Medellin'2010. Mas o maior vencedor entre os homens foi seu compatriota Manuel Hernando Ortiz com seis ouros. A Colômbia só perdeu uma prova nas 15 do programa, o trio feminino ganho pela Venezuela. Os atletas do país sede somaram 21 medalhas (46% do total, em 45 possíveis) e quatro dobradinhas.
DISPUTAS DO DIA: 8 pódios Segundo de três dias da canoagem em velocidade com as oito provas, agora, na distancia de 500m. E o Brasil foi ainda melhor neste domingo com cinco vitórias e medalhas nas oito provas do dia. Naiane Pereira voltou a mostrar sua versatilidade conquistando mais três medalhas numa mesma jornada. E uma de cada metal: ouro no K4 (caiaque com quatro canoistas), prata no K2 e bronze no K1. Já são seis, no total, em dois dias.
DISPUTAS DO DIA: 4 pódios Última série do caratê sul-americano. Lutas (kumite) nas categorias abertas (sem limite de peso corporal) e por equipe. No domingo, os colombianos ganharam as duas provas individuais: Stella Maris Martinez (ela também tinha sido bronze na categoria até 55kg) e Jose Guillermo Gutierres (mesmo metal ganho entre os pesos com até 67kg). Nas provas finais do kumite por equipe, vitórias da Venezuela (feminino) e Brasil (masculino), fechando o dia que teve vantagem dos caratecas da casa com aqueles dois ouros e uma prata. Na contagem geral, a Venezuela foi a lider do caratê com 14 conquistas, sendo seis de ouro. Em segundo vieram os peruanos com quatro ouros (10 medalhas das 72 distribuídas).
DISPUTAS DO DIA: 2 pódios Penúltimo dia de combates nas pistas da Plaza Mayor, em Medellin. E novamente superioridade dos esgrimistas venezuelanos. Eles ganharam tanto o florete feminino quanto o sabre masculino por equipe. No trio das mulheres campeãs estava a dobradinha da prova individual, Mariana Gonzalez (que havia ganho ouro) e Yulitza Suarez. Já na prova masculina do dia, dois campeões com o trio que tinham ganho juntos o bronze individual (Eliezer Rincones e Carlos Bravo).
DISPUTAS DO DIA: 1 pódio Decisão do torneio masculino de futebol, único aqui em Medellin'2010. Os três dias de jogos preliminares foram realizados em três cidades (Medellin, Envigado e Itaigui). Mas as partidas de domingo, que decidiram as medalhas, foram no Estádio Atanasio Girardot, da principal sede dos Jogos. Sem o Brasil pela frente, o titulo foi definido por Equador e Colômbia. E o time da casa não se deu bem desta vez. Vitória e ouro equatoriano. O Bronze acabou ficando com a Bolívia. Nada das seleções sul-americanas mais tradicionais como Argentina, Chile, Uruguai ou mesmo Paraguai.
DISPUTAS DO DIA: 3 pódios Primeiro dia com pódios na ginástica rítmica, realizada no Coliseo da Unidade Esportiva Atanasio Girardot. Nesta data foram disputadas as provas individual, equipe e conjunto gerais. E, como esperado, deu 100% Brasil no ponto mais alto do pódio. A paranaense Angélica Kvieczynski ganhou a única prova individual. E as brasileiras ainda faturaram o título por equipe (integrado também por Angélica) além do conjunto na classificação geral. Coincidentemente, a Venezuela ficou com as três medalhas de prata do dia e a Argentina com os três bronzes.
DISPUTAS DO DIA: 3 pódios Terceira e penúltima jornada com muita força em outras três categorias do levantamento de peso. Duas delas masculinas. Com dois ouros (Leidy Solis, -69kg feminino, e Yoni Alexander Andica, -77kg masculino), a Colômbia abre uma pequena frente em relação a sua principal adversária no geral, a Venezuela. Esta conquistou um título no domingo (Herbys Márquez, -85kg masculino). Logo mais haverá a realzação das cinco últimas categorias (atletas com peso corporal mais pesado) com definição de tudo e vantagem maior para colombianos, venezuelanos e equatorianos.
DISPUTAS DO DIA: 2 pódios O nado sincronizado distribui suas seis primeiras medalhas desta quinta modalidade aquática. E nenhuma surpresa com vitórias de atletas do melhor pais latino-americano neste esporte de piscina praticado somente por mulheres. O Brasil ganhou os dois ouros em disputa. No solo, vantagem para Giovana Stephan, enquanto que no dueto as campeãs foram as experiente Lara Teixeira e Nayara Figueira, sincronizadas até nos nomes. As duas pratas ficaram com as colombianas e os bronzes com as atletas da Argentina.
DISPUTAS DO DIA: 10 pódios Jornada também para o penúltimo dia da natação em Medellin. Mais trinta medalhas em jogo. Nova rotina de muitas conquistas brasileira na piscina olímpica dos Sul-Americanos. Foram sete ouros só neste domingo (duas dobradinhas), subindo para 21 títulos em 30 provas disputadas. Joanna Maranhão ganhou sua quinta prova em três dias (200m borboleta). Uma das poucas vitórias não brasileiras foi da argentina Cecilia Biagioli, bicampeã dos 200m livre. Em Buenos Aires'2006, ela havia sido uma das maiores vencedoras com sete medalhas, três de ouro.
DISPUTAS DO DIA: 2 pódios Últimas provas da patinação em velocidade. E ocorreram as mais longas delas pelas ruas de Medellin: a maratona. Após os 42km de patinação forte, vitórias de dois colombianos, cada um deles somando cinco ouros ao longo de Medellin'2010. Kelly Martinez Taborda conquistou sua sétima medalha entre as mulheres (cinco ouros e duas pratas) e Jorge Cifuentes Mendez somou seis (uma prata a menos que a compatriota). A Colômbia conseguiu a maior vantagem entre os lideres de todas as 43 modalidades destes Jogos. Foram 41 medalhas das 72 possíveis (quase 57%), 23 ouros (só não ganhou os 5000m por equipe masculino, vencidos pelos chilenos) e incríveis 13 dobradinhas. Um retrospecto até melhor que no ciclismo, para eles. O Chile foi o vice-lider com 13 pódios (apenas um ouro), a frente da Argentina (10 medalhas) que já foi soberana continental nesta modalidade.
DISPUTAS DO DIA: 6 pódios Segundo dia com mais outros combates no Complexo Atanasio Girardot. Os brasileiros lutaram nas seis finais realizadas domingo. E ganharam cinco delas. São seis títulos do Brasil em 10 provas do taekwondo sul-americano. Único país a ter medalhistas em todas, até agora. Nossa única derrota do dia foi justamente de um dos maiores favoritos. Marcio Wenceslau (categoria até 56kg) havai sido campeão na edição passado dos Jogos e vice no Mundial 2005, entre outros expressivos resultados. Mas acabou perdendo para o venezuelano Mario Jorge Leal na decisão de domingo.
DISPUTAS DO DIA: 2 pódios Partidas derradeiras nas quadras do Parque Juanes de la Paz. Neste domingo ocorreram as decisões das chaves de simples do tênis, que é um dos nove esportes que tomaram parte de todos os programas Sul-Americanos (desde 1978). Os outros foram atletismo, boxe, ciclismo em estrada, esgrima, ginástica artística, judo, luta livre olímpica e tiro esportivo. O final do tênis marcou vitórias da chilena Cecilia Raquel Melgar (chave feminina) e do argentino Facundo Arguello que ponteou a dobradinha de seu país com Agustín Vellotti (prata). A chilena Melgar foi a única tenista a conquistar dois ouros em Medellin'2010 (simples e dupla feminina). Assim, seu país (também com outro bronze) tornou-se lider final da modalidade.
VÔLEI DE AREIA DISPUTAS DO DIA: 2 pódios Encerramento do terceiro esporte que estreiou em Jogos Sul-Americanos (junto com badminton e pólo aquático). No torneio feminino, vitória de virada das brasileiras Fabi e Julia Schmidt por 2x1 contra as irmãs colombianas Galindo. O bronze ficou com a dupla da Venezuela. Já os venezuelanos, no torneio masculino, tiveram sorte melhor. Venceram a dupla equatoriana na final. O Chile completou o pódio.
Foram ainda realizadas eliminatórias em quatro outras modalidades: basquetebol, esqui aquático, handebol, e voleibol.
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Corredor, jornalista, pesquisador e apaixonado por esportes com quase 30 anos de caminhada olímpica (de atleta a profissional da informação). Participei, entre outras, das coberturas dos últimos seis Jogos Olímpicos, além das quatro mais recentes Olimpíadas de Inverno. Já fiz parte das equipes da ESPN, SporTv, SBT, Record e Globo, todas na cidade de São Paulo.
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