Pelo menos nos três últimos cíclos olímpicos, a natação brasileira é um dos esportes que maior evolução atingiu. Saimos de um ostracismo que, eventualmente, revelava ao mundo potenciais isolados como Maria Lenk (décadas de 30 e 40), Manuel dos Santos (anos 60) e Ricardo Prado (anos 80).
A dupla de velocistas Gustavo Borges e Fernando Scherer começou a apresentar resultados internacionais de ponta dentro de uma mesma geração brasileira. A partir dalí, novos talentos aquáticos emergiram de nossas piscinas. No último mundial aquático, em Roma'2010, o Brasil entrou definitivamente no grupo das nações do topo aquático. No setor masculino, os brazukas ficaram apenas atrás dos quase invencíveis norte-americanos.
Aumento de competitividade acaba levando, para alguns, a mitica de que o fim justifica os meios. Assim, tropeços foram se somando de forma triste para esta geração talentosa. Certo que alguns, possivelmente, pagaram o 'pato' da imprudência ou até ingenuidade. E pagaram caro.
A substância proibida pela WADA (Agencia Mundial Antidoping) mais encontrada nos exames positivos é o estanozolol. Um esteróide anabolizante derivado da testosterona que já causou punições de atletas de outros esportes como o canadense Ben Johnson, do atletismo, pego durante os Jogos Olímpicos de Seul'88.
Hoje foi anunciado mais um caso de doping entre nadadores brasileiros. A veterana Fabíola Molina (36 anos), um exemplo fora e dentro d'água, está treinando na Inglaterra como preparação para duas grandes competições internacionais: o Mundial de Natação em Piscina Curta (Shangai, na China) e os Jogos Mundiais Militares, no Rio de Janeiro, ambas no mês de julho. Segundo nota da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), o exame foi realizado em 22 de abril deste ano e acusou a substância metilhexanamina, que é um estimulante. Fabíola (na foto acima) recebeu punição temporária da WADA por dois meses, mas seu caso ainda será avaliado pela FINA e poderá até ter a pena aumentada.
Veja os principais casos de doping envolvendo nadadores brasileiros:
1997 - Hugo Dupré - nandrolona - 4 anos de punição
2003 - Laura Azevedo - estanozolol - banida
2004 - Juliana Kury - estanozolol - 2 anos
2004 - Leonardo Costa - estanozolol - 2 anos (abandonou esporte)
2005 - Danilo Carrega - estanozolol - 2 anos (abandonou esporte)
2006 - Renata Burgos - estanozolol - 2 anos
2007 - Rogério Karfulkenstein - estanozolol - 2 anos (abandonou esporte)
2007 - Rebeca Gusmão - testosterona - banida
2009 - Lorena de Araújo Rezende - estanozolol - 2 anos
2010 - Daynara de Paula - furosemida - 8 meses
2010 - Daiane Becker - estanozolol - 2 anos
2011 - Samuel de Bona - metilhexanamina - 30 dias
2011 - Laurent Goulart - metilhexanamina - advertência
Correr sem cair do salto
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Os ponteiros mal cruzam a linha das seis da manhã. E ela levanta. Pouco
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4 dias atrás


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