
Não vou contar, hoje, uma história de conquista de medalha de ouro ocorrida em Beijing'2008 há um ano. Mas, sim, uma passagem 'dourada' na vida de um jovem afegão. Seu país nunca teve a bandeira hasteada numa cerimônia de pódio olímpico antes. E o melhor da carreira do lutador de taekwondo Rohullah Nikpai, até então, era ter chegado às oitavas-de-final dos Jogos Asiáticos de Doha'2006. Nada mais do que isso em eventos poli-esportivos. Mas naquela quarta-feira, fez um impensando. Ao chegar de novo nas oitavas da categoria até 58kg, enfrentou o campeão europeu Levent Tuncat, da Alemanha, e venceu. Não passou pelo futuro campeão olímpico, o mexicano Guillermo Perez, nas quartas. Mas na repescagem venceu um ucraniano e depois a luta da sua vida, contra o bicampeão mundial Juan Antonio Ramos. E parece nem ter sido tão difícil aquela vitória contra o espanhol: 4x1. Garantia de bronze para o afegão de 21 anos de idade. Primeira medalha olímpica de seu país na história. A emoção tomou conta na arena da Universidade de Ciência e Tecnologia de Beijing com o abraço afetuoso do lutador e seu técnico, na margem da área de luta. O melhor resultado do Afeganistão, em qualquer esporte olímpico até aquele dia 20 de agosto, tiha sido o quinto lugar de Mohammed Ebrahimi na luta livre em Tóquio'64.
Ironia do destino. Henry Cejudo, filho de pais mexicanos imigrantes ilegais e nascido em Los Angeles, conquistou o ouro na categoria até 55 quilos da luta livre justamente para os Estados Unidos. Assista o confronto final contra o japonês Tomohiro Matsunaga, em seus momentos principais, neste link do Youtube.
Foto do diaBrasil em Beijing'2008 (15)
O dia em Beijing'2008 (15)
Quadro de medalhas (12)
Bolt, o showman
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