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2009 está para começar. Momento próprio para reflexões, né? O que fizemos de errado e pode ser corrigido no ano novo? Projetos engavetados que mereceriam perder a poeira. Perdões não consumados. Promessas... promessas... tantas promessas que fazemos a nós mesmos já sabendo que em grande parte não teremos perseverança suficiente para concluir. Mas tudo bem, depois vem o reveillon de 2010 pra gente prometer tudo de novo. Só não sejamos tão injustos, oras. Afinal, uma fase dessas, mesmo simbólica, pode realmente servir para renovar muita coisa. Especialmente dentro da gente. A mudança começa no olhar que miramos as coisas. Em tudo, eu disse TUDO, sempre poderá haver pelo menos duas formas de ‘tradução’ na prática. E normalmente versões antagônicas. Reforçando o padrão: o lado bom e o lado mal de cada história. Positivo ou negativo. Otimista ou pessimista. Basta a gente escolher como queremos enxergar aquele contexto. Filosófico demais? Não, real...
Hoje vou contar uma história verídica de um pai e seu filho que ilustra bem como uma tragédia pode se transformar numa linda conquista. Sem filosofia, mas com muita pratica. Estou falando de Dick e Rick Hoyt (foto ao lado), dois homens comuns de classe média da pequenina Winchester, no Estado norte-americano da Virginia. Rick quase morreu no parto. Foi estrangulado pelo próprio cordão umbilical, acidente que deixou sérias sequelas para o resto de sua vida. A lesão cerebral o impediria a ter uma vida normal. Dick, um militar e esportista nato, tinha agora um ‘vegetal’ pra cuidar e não o filho saudável que tanto sonhou. Os pais se mexeram ao longo dos primeiros anos tentando encontrar uma saída que não fosse deixar Rick numa instituição própria para deficientes, conselho dado pelos próprios médicos. Ele não falava, não andava sozinho, não se alimentava sem ajuda, mal podia mover seus braços. Parecia faltar tudo na vida de Rick. Mas o principal ele teve na conta certa. O amor incondicional de seu pai. Anos mais tarde, separado da mulher, com o filho sozinho para cuidar, reformado do exército e aos 58 anos de idade, Dick começou a observar algo diferente no filho. Na frente da TV onde ele passava horas, Rick demostrava um comportamento curioso quando via algo em especial na telinha. As provas de triatlon causavam um entusiasmo no jovem. O pai reparava que seus olhos ficavam vidrados no monitor nessa hora, os braços sem coordenação alguma se movimentavam e ele emitia alguns ruidos entusiasmados. Dick sentia que seu filho ‘participava’ de cada prova que assistia pela TV. Foi ai que ele tomou a decisão em tornar real esse anseio do filho. O amor traduziu a vontade de Rick e fortaleceu o pai a concretiza-la.
Dick recomeçou a treinar, criou uma cadeira de rodas própria para corrida, uma bicicleta com a garupa certa para Rick e até um bote com uma corda amarrada ao seu corpo. Ele estava pronto para nadar, pedalar e correr junto com Rick. Foram alguns anos de exaustivas 212 provas de triatlon ao redor dos Estados Unidos. Quatro delas em distâncias para poucos. O percurso ironman tem esse nome não por acaso. Um atleta tem de ser de ‘ferro’ para cumprir quase 5km de natação, 180km de ciclismo e finalmente 42km de corrida. A epopéia dos Hoyt envolveu também outras aventuras como escalada montanhas, provas de esqui e até uma travessia de ponta a ponta pelos Estados Unidos numa bicicleta adaptada. Sempre em dupla. Na temporada de 2006, Dick aos 65 e Rick com 43 anos de idade completaram a Maratona de Boston na posição de número 5.083 entre mais de 20 mil participantes. De todas as maratonas de que participaram, quer saber o melhor tempo da parceria? Duas horas e 40 minutos em 1992, apenas 35 minutos atrás do recorde mundial na época. E eu lembro: marca estabelecida por um jovem homem altamente preparado que corria sozinho, sem precisar empurrar ninguém numa cadeira de rodas durante o percurso.
Essa história de amor e perseverança atravessou o globo e o Youtube pussui inúmeros vídeos sobre a familia Hoyt. Eu selecionei aqui dois deles. O primeiro é um clip de imagens justamente no Ironman do Hawaii, mais famoso do calendário internacional, onde o competidor que não alcance um tempo minimo em cada passagem é retirado da prova. Uma competição para poucos, como eu disse. Mas os organizadores abriram uma especial excessão para a equipe Hoyt poder chegar ao fim já a noite, depois de um dia todo em movimento. O outro vídeo é uma matéria de emissora norte-americana contando um pouco dessa tragetória vitoriosa.
Pois bem, amor de pai que trouxe alegria e oportunidades para o filho amado. Mas essa vida, surpreendentemente, muitas vezes apresenta caminhos de duas vias. Há dois anos, Dick teve um leve ataque cardíaco durante uma prova. Os médicos descobriram que uma de suas artérias estava quase que totalmente entupida. Eles garantiram que se Dick não tivesse voltado a se dedicar ao esporte, provavelmente já teria morrido anos antes. É incrível, mas tanto pai quanto filho salvaram a vida um do outro.
Gostaria muito que essa história pudesse inspirar você, como fez comigo. E que nesse ano, que apenas se inicia, você possa processar suas verdadeiras e necessarias mudanças. Ai dentro de ti. Lembrando sempre que existem, ao menos, duas formas de se encarar cada coisa na vida. Faça como Dick e opte pela melhor dentre todas.
E feliz escolha... feliz 2009!
Rick, depois de formado, trabalha hoje com informática e mora em seu próprio apartamento na cidade de Boston, recebendo apoio médico constante. Dick vive em Massachussets. Eles sempre arrumam um jeito de se encontrar e correrem juntos. Quem duvida que ambos são realmente felizes?

Durante mais de um ano, o Beijing Olímpica tem trazido, com regularidade, notícias sobre o olimpismo internacional, em especial fatos relativos aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Beijing'2008. Até agora, mais de 650 posts foram publicados nestes 14 meses de muito trabalho. Escrever sobre o tema que mais amo já seria uma grande recompensa. Mas ela acabou sendo fortalecida pela interatividade com leitores que visitam meu espaço eletrônico. Este blog vai permanecer no ar indefinidamente para tentar colaborar com pesquisas dos internautas e, eventualmente, trazer outras novidades do olimpismo pelo globo. Porém, meu contato com outros apaixonados pelos esportes ganha, a partir de agora, um novo canal. O blog Vancouver Olímpica já está no ar com informações das mais variadas sobre os esportes de inverno. O objetivo agora é a cobertura jornalística de Vancouver'2010, sede daqui pouco mais de 400 dias dos Jogos Olímpicos de Inverno e, logo na sequência, das Paraolimpiadas de Inverno naquela cidade canadense. Você que gosta do tema, procura fontes de consulta ou apenas tem curiosidade em saber um pouco sobre as modalidades praticadas na neve ou gelo acesse o link e navegue comigo. Seja bem vindo!
Hoje faltam exatamente 600 dias para a abertura de um novo evento promovido pelo Comitê Olímpico Internacional. Como todos sabem, o COI, fundado em 1894 pelo Barão Pierre de Cubertin e seus seguidos, realiza há 112 anos (desde 1896) os Jogos Olímpicos da Era Moderna e há 84 anos (iniciou em 1924) a versão de inverno das Olimpíadas Modernas. Agora o COI quer investir mais maciçamente nas novas gerações, preparando os jovens para seus maiores desafios esportivos olímpicos. Surgiram, então, os Jogos Olímpicos da Juventude, igualmente nas versões para esportes de verão e de inverno, como acabou-se popularmente nomeando. O Beijing Olímpica notíciou a escolha, ano passado, de Cingapura (capital asiática de país com mesmo nome) como a sede da primeira edição, assim como a disputa entre as cinco fortes candidatas. O Blog Vancouver Olímpica também noticiou recentemente a escolha da austríaca Innsbruck como a primeira sede da versão de inverno dos Jogos Olímpicos da Juventude. Poucos dias antes, também foi relatado sobre as cidades candidatas para estas Olimpíadas em 2012. A edição inaugural dos Jogos da Juventude deverá reunir em Cingapura cerca de 3500 atletas entre 14 e 18 anos de idade (completados no ano de 2010) competindo em 26 modalidades dentre as já escolhidas para os Jogos de Londres’2012. Cingapura'2010 será realizada entre os dias 14 de 26 de agosto daquele ano. Veja neste link especial do COI o interessante programa especial (14 minutos de duração) sobre os novos Jogos e o anuncio de Cingapura contando inclusive com o depoimento de Seguei Bubka, grande mito vivo do esporte e ainda recordista mundial do salto com vara.
Para completar os perfis dos melhores atletas brasileiros em 2008, segundo escolha organizada pelo Comitê Olímpico Brasileiro, o Beijing Olímpica publica hoje os destaques das Olimpíadas Escolares e Olimpíadas Universitárias. Todos eles também receberam, terça-feira da semana passada, o Prêmio Brasil Olímpico:Melhores atletas das Olimpíadas EscolaresMasculino - 12 a 14 anos
Guilherme Fontanella
(Natação)O nadador de Santa Catarina venceu três finais: 50m livres, 50m peito e revesamento 4x50m livres. Feminino - 12 a 14 anos
Evelyn Tomi
(Tênis de Mesa)Ela também ganhou três medalhas de ouro nos Jogos realizados em Poços de Caldas (Minas Gerais), em setembro, representando o Mato Grosso do Sul.
Masculino - 15 a 17 anos
Horácio Antunes
(Judô)O lutador paranaense foi o campeão na categoria pesado aos 16 anos de idade. Ele veio de comunidade carente de Curitiba e demonstrou grande poder de superação.Feminino - 15 a 17 anos
Bárbara Leôncio
(Atletismo)Ela já havia ganho o inédito ouro no Mundial Junior de Ostrava (República Tcheca) nos 200m, em 2007. Agora nos Jogos de João Pessoa, na Paraíba, voltou a ajudar o Rio de Janeiro nas disputas de velocidade. Melhores atletas das Olimpíadas Universitárias
Masculino
Fernando Silva
(Natação)O atleta de São Paulo fez parte do revezamento brasileiro 4x100m livres que ganhou o ouro no Rio'2007. Agora venceu em Maceió, capital de Alagoas, quatro provas: 50m livres, 4x100m livres, 4x200m livres e 4x100m medley.Feminino
Joziane de Oliveira
(Futsal)Este ano, a goleira catarinense defendeu a seleção brasileira da modalidade e também foi vice-campeã mundial de futebol de campo, esporte que também pratica. Nos Jogos de Alagoas foi vice-campeã pela Universidade de Contestado, cidade de Caçador.Prêmio Brasil Olímpico 2008O Beijing Olímpica esteve presente na maior cerimônia esportiva do Brasil, realizada dia 16 de dezembro no Museu de Arte Moderna do Rio, para registrar a premiação dos 43 atletas apontados como os melhores da temporada em suas modalidades olímpicas, os principais paraolímpicos do ano, os técnicos de destaque em 2008, a homenagem especial à João Havelange e a consagração das duas maiores estrelas atuais: Maurren Maggi e Cesar Cielo. Veja também os perfis publicados na 1ª parte, 2ª parte, 3ª parte e 4ª parte desta série de matérias.
Amanhã o Beijing Olímpica contará um pouco das jovens revelações vindas dos Jogos Escolares e Universitários Brasileiros e premiados pelo COB. Hoje, é publicada a última série, com 10 atletas, da lista dos melhores de 2008 em cada modalidade olímpica. Entre eles a lutadora Natália Falavigna, bronze em Beijing'2008 e que concorreu ao título geral feminino, além da campeã olímpica do vôlei, a levantadora Fofão:
Jennifer Jisaka
(Softbol)Com apenas 16 anos, a bela atleta nissei de Atibaia (SP) foi o maior destaque desta modalidade brasileira em 2008. No início da temporada, Lika (como é mais conhecida) integrou a seleção brasileira adulta que enfrentou a equipe semiprofissional japonesa do Denso. Foi uma série de partidas-amistosas em comemoração ao Centenário da Imigração Japonesa no Brasil. Mas foi na disputa do Campeonato Sulamericano de Softbol Feminino Sub-17, na Venezuela, que a estrela de Lika e suas companheiras brilhou mais forte. Com vitórias emocionantes sobre as donas-da-casa, o Brasil sagrou-se campeão continental da categoria.
Natália Falavigna
(Taekwondo)
A lutadora paranaense quase subiu no pódio em Atenas'2004 (ficou em quarto lugar), mas agora em Beijing'2008, aos 24 anos de idade, alcançou a consagração com a medalha de bronze. Ao longo desta temporada, também ganhou medalhas em dois torneios internacionais: venceu o Aberto da Alemanha, em março, e foi terceira colocada no Aberto da Espanha, em abril, na categoria acima de 67kg. Natália possui um website oficial com mais detalhes da sua carreira, além de um weblog.
Thomaz Bellucci
(Tênis)O tenista nasceu na cidade paulista de Tietê há 21 anos, mas viaja pelo mundo na certeza de ser nossa maior promessa desta modalidade no momento. Seus melhores resultados do ano foram alcançados com quatro vitórias em torneios Challenger: Florianópolis (Brasil), Tunis (Tunísia), Santiago (Chile) e Rabat (Marrocos). Entre abril e maio ganhou 18 partidas oficiais consecutivas pelo circuito mundial. Fez parte também da equipe na Copa Davis que venceu a Colômbia. Em Beijing'2008, sentiu-se frustrado pela derrota na estréia do torneio de simples para o eslovaco Dominik Hrbaty, por dois sets a um de virada. O tenista conta com um weblog oficial.
Thiago Monteiro
(Tênis de Mesa)O atleta cearense tornou-se o principal jogador brasileiro num esporte dominado, por aqui, pelos descendentes orientais. Agora com 28 anos de idade, mora e treina na Europa, onde defende a equipe francesa do Caen TTC. Em Beijing'2008 foi para sua segunda participação olímpica, mas acabou ficando na primeira fase tanto do torneio de simples como por equipes. Ao final desta temporada, Thiago ocupou a 65ª colocação no ranking mundial individual. O mesatenista possui um site oficial.
Gustavo Trainini
(Tiro com Arco)
O gaúcho conseguiu fazer o Brasil retornar a um torneio olímpico da modalidade depois de 16 anos de ausência. Foi justamente em Barcelona'92, última Olimpíada com algum arqueiro brasileiro competindo, que Gustavo se interessou pela modalidade. Mas foi começar a treinar somente em 2005. No primeiro confronto em Beijing'2008, disputou a eliminatória justamente contra um dos melhores do mundo na atualidade e terminou na 58ª posição. Seu melhor desempenho internacional, nesta temporada, foi o oitavo lugar conquistado no Campeonato Pan-Americano da Venezuela, em julho.
Julio Almeida
(Tiro Esportivo)
Piloto da Força Aérea Brasileira, o major carioca e atirador esportivo de 39 anos competiu em três provas de pistola nos últimos Jogos Olímpicos. Ficou entre os 20 melhores em cada uma delas. Já na etapa brasileira da Copa do Mundo, realizada em março no Rio de Janeiro, terminou em sexto lugar na pistola de ar a 10m. Ele ganhou quatro títulos e um vice no último Sul-Americano, também no Rio. Já no Campeonato Ibero-Americano da Guatemala ganhou uma e terminou na segunda posição em outras três provas. Além de atleta é também formado em Educação Física.
Mariana Ohata
(Triatlo)Ela é brasiliense, mas compete pelo Pinheiros, de São Paulo. A experiente triatleta, aos 30 anos de idade, já competiu em três Jogos Olímpicos, sendo sua melhor classificação obtida agora em Beijing'2008, com o 39º lugar. Nesta temporada teve resultados técnicos ainda melhores em etapas da Copa do Mundo como a terceira colocação na Hungria, 8ª na Coréia do Sul e 16ª na África do Sul. Mais informações da triatleta podem ser pesquisadas em seu próprio site oficial ou no de seu técnico Cali.
Fernanda de Oliveira
(Vela)Foi emocionante a vitória do barco brasileiro na regata da medalha pela classe 470 em plena Baia de Qingdao, na China. Assim, a velejadora gaúcha (junto com sua parceira Isabel Swan) garantiu o bronze em Beijing'2008, nossa primeira medalha olímpica feminina na modalidade. Aos 27 anos de idade, esta foi a terceira participação olímpica de Fernanda. Em 2008, a dupla também alcançou resultados expressivos em outras regatas internacionais: prata em Medemblink (Holanda) e quinto lugar em Palma de Mallorca (Espanha). Visite o site oficial da velejadora.
Larissa
(Vôlei de Praia)
A jogadora capixaba conquistou três etapas do Circuito Mundial em 2008 (Austrália e Japão, com Juliana, e Brasil, ao lado de Vivian), subindo no pódio em outras três (China foram vice-campeãs e terceiras na Espanha e Alemanha, todas com a parceira Juliana). A séria contusão da principal companheira, formou dupla de última hora, em Beijing'2008, com Ana Paula. Chegaram nas quartas-de-final olímpica (quinta colocação), com pouquissimo tempo de treino conjunto, perdendo justamente para as norte-americanas Walsh e May, que ganharam o ouro. Veja mais no site da dupla Larissa e Juliana.
Fofão
(Voleibol)O nome Hélia Rogério de Souza Pinto não deverá ser lembrado por muitos admiradores do voleibol brasileiro. Mas o apelido Fofão, ao contrário, tornou-se marca desta geração campeã. A levantadora titular da seleção feminina chegou a sua quinta Olimpíada e ajudou na conquista do inédito ouro das nossas meninas. A também capitã liderou o time na conquista do Grand Prix 2008, sendo escolhida a melhor do mundo na sua posição. Após esta temporada inesquecível, a paulistana de 38 anos anunciou sua aposentadoria da seleção, a qual serviu por 17 anos consecutivos. Ela ainda deverá continuar jogando voleibol, agora defendendo apenas clubes na Liga Nacional. Prêmio Brasil Olímpico 2008O Beijing Olímpica esteve presente na maior cerimônia esportiva do Brasil, realizada dia 16 de dezembro no Museu de Arte Moderna do Rio, para registrar a premiação dos 43 atletas apontados como os melhores da temporada em suas modalidades olímpicas, os principais paraolímpicos do ano, os técnicos de destaque em 2008, a homenagem especial à João Havelange e a consagração das duas maiores estrelas atuais: Maurren Maggi e Cesar Cielo. Veja também os perfis publicados na 1ª parte, 2ª parte e 3ª parte desta série de matérias.
Hoje publicamos mais uma lista com detalhes do ano vitorioso de outros 11 dos melhores atletas de 2008. Nesse grupo, dois medalhistas olímpicos, a judoca Ketleyn Quadros e o nadador Cesar Cielo, também escolhido o melhor atleta masculino entre todos os brasileiros nesta temporada:
Lisandra de Souza
(Hóquei sobre grama)A goleira catarinense de 25 anos de idade é mais conhecida carinhosamente por Li, entre os amigos do esporte. Conheceu a modalidade em 2006 quando um técnico de hóquei a viu defendendo gols no futsal, durante partidas na Universidade Federal de Santa Catarina. Convite aceito, Lisandra iniciou a carreira no mesmo ano que se formou em Educação Física. Hoje tem projetos para dar aulas em escolinhas de iniciação no hóquei, em seu Estado. É casada, curiosamente, com um também goleiro da modalidade, Guilherme de Oliveira. Ela fez parte da equipe brasileira que estreou em Jogos Pan-Americanos, ano passado, no Rio de Janeiro. Este ano, ela foi escolhida a melhor goleira do Campeonato Sul-Americano. Mais detalhes, leia no blog exclusivo para o hóquei sobre grama.
Ketleyn Quadros
(Judô)A jovem judoca brasiliense entrou para a história ao tornar-se a primeira medalhista brasileira individual em Jogos Olímpicos. Foi bronze na categoria até 57kg (peso leve) em Beijing'2008. Isso ao 20 anos de idade. Outros resultados de destaque na temporada foram o bronze no Campeonato Pan-Americano em Miami, nos Estados Unidos, e a prata na Copa do Mundo de Belo Horizonte, capital mineira, onde atualmente mora e treina. Ela foi uma das três atletas (junto com Maurren Maggi e Natália Falavigna) que concorreu ao Prêmio Brasil Olímpico entre todas as modalidades no setor feminino.
Rafael de Andrade
(Levantamento de Peso)Ele não se classificou para Beijing'2008, mas alcançou o melhor resultado técnico brasileiro da sua modalidade este ano. O paulistano de apenas 20 anos de idade foi o oitavo colocado no Campeonato Mundial de Cali, na Colombia. Além do título do Campeonato Pan-Americano Juvenil realizado em Maracaibo, na Venezuela. Na categoria até 85kg de peso corporal, o halterofilista do Pinheiros (SP) é o atual detentor dos recordes nacionais adultos de arremesso (132kg) e total (323kg).
Rosângela Conceição
(Lutas)Zanza, como é mais conhecida pelos amigos, é uma paulistana e lutadora nata de 35 anos de idade. E em várias artes marciais. Nos Jogos de Atlanta-96, representou o Brasil no judô olímpico. Também é faixa preta em jiu-jitsu. Desde 2003 na atual modalidade, foi atrás do objetivo de ser a primeira brasileira olímpica na Luta Livre. E o vice no Torneio Pré-Olímpico em Edmonton, no Canadá, carimbou seu passaporte para Beijing'2008. Na China, chegou até as quartas-de-final quando perdeu para a pentacampeã mundial, a japonesa Kyoko Hamagushi. Outro belo resultado na temporada foi o bronze no Campeonato Pan-Americano em Colorado Springs, Estados Unidos, na categoria até 72kg.
Ana Marcela Cunha
(Maratona Aquática)
Essa baianinha de 1m65 de altura, que vira 'gigante' nas águas abertas, é treinada pelo competente Profº Marcio Latuf, em Santos. Na temporada da Copa do Mundo deste ano alcançou três pódios: em Setúbal (Portugal) foi campeã, em Cingapura chegou na segunda posição e em Hong Kong foi bronze. No Mundial de Sevilha, na Espanha, terminou na honrosa décima posição, que lhe valeu a classificação olímpica. Já em Beijing'2008, na estréia da modalidade nos Jogos, por pouco não subiu no histórico pódio, terminando em quinto lugar. Mais informações poderão ser vistas no site oficial da nadadora fundista de apenas 16 anos de idade.
Lara Teixeira
(Natação Sincronizada)
A atleta carioca se projetou em 2008 graças também ao trabalho conjunto com a parceira Nayara Figueira nas provas de dueto. Aos 21 anos de idade, foi escolhida como a mais destacada em sua modalidade pelos desempenhos técnicos no Pré-Olímpico (10ª colocação) e, posteriormente, em Beijing'2008 (13ª). As melhores classificações na temporada internacional foram com os títulos sul-americanos (dueto e conjunto) e o quarto lugar no Roma Synchro Cup, em maio na Itália. Este é o segundo Prêmio Brasil Olímpico consecutivo ganho por Lara. Ela também já foi praticante de ginástica artística, natação e esgrima. Conheça o website oficial e o weblog oficial da nadadora do Tijuca T.C., assim como o espaço eletrônica do dueto Lara/Nayara.
Cesar Cielo
(Natação)Do alto de seus 1m95 de altura, Cesão mostrou-se também ser um gigante dentro das águas. Trouxe duas medalhas de Beijing'2008. Já não bastasse, primeiro, o belo bronze nos 100m livres, voltou a cair na piscina principal do Cubo Aquático para mostrar que é o mais veloz do mundo no momento. Venceu as três etapas dos 50m livres, melhorando em cada uma a marca olímpica (pertencente ao fenomeno russo Alexander Popov desde Barcelona'92). Hoje, o recorde olímpico é do brasileiro com 21s30, apenas dois centésimos do melhor tempo mundial. Aquele 16 de agosto ficará eternizado como o dia da primeira vitória olímpica de um nadador brasileiro. De um filho da pequena Santa Bárbara do Oeste, interior de São Paulo. Atualmente, aos 21 anos de idade, ele treina e estuda em Auburn, nos Estados Unidos, mas compete pelo Pinheiros (SP) aqui no Brasil. Navegue também pelo website oficial do campeão.
Yane Marques
(Pentatlo Moderno)Foi um ano repleto de eventos internacionais para esta pernambucana polivalente de 24 anos. Depois do surpreendente título pan-americano de 2007, ela manteve-se ainda mais ativa em 2008 nas provas conjuntas de Tiro Esportivo (pistola de ar), Esgrima (espada), Natação (200m), Hipismo (concurso de saltos) e Atletismo (3000m em trajeto aberto). Em Beijing'2008, terminou numa honrosa 18ª colocação. No cômputo geral, seu melhor desempenho na temporada ocorreu na etapa mexicana da Copa do Mundo com um 11º lugar. Levando-se em conta apenas resultados por modalidade, Yane brilhou na etapa portuguesa do circuito mundial (última e que reuniu as 36 melhores do do mundo) com um segundo lugar na Esgrima e um terceiro na prova de Natação. Encerrou a temporada em 32º no ranking mundial.
Marina Canetti
(Pólo Aquático)Ela é a primogênita (25 anos de idade) das três irmãs Canetti (as mais novas são Manuela e Cecilia) que jogaram nas últimas convocações da seleção brasileira feminina. A carioca começou no Flamengo, mas atua desde 2007 na equipe do Rari-Nantes Florentia da primeira divisão da Itália (mais badalado torneio regional também conhecido como Liga das Estrelas) que foi vice-campeão nacional este ano. Marina joga na posição de centro.
Camila Carvalho
(Remo)A alegria da brasiliense, radicada no Rio de Janeiro, contagiou todos no anfiteatro do MAM, durante a entrega do Brasil Olímpico 2008. Aos 27 anos de idade, ela alcançou o seu melhor resultado internacional da temporada com a medalha de bronze no Pré-Olímpico Latino-Americano (corrido na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio), ao lado da parceira Luciana Granato. No inicio da carreira esportiva chegou a jogar basquete, mas apaixonou-se mesmo pelo remo. Em Beijing'2008, ela e Luciana foram até a final 'C' do skiff duplo peso leve, terminando na 15ª colocação.
Hugo Parisi
(Saltos Ornamentais)Justamente o mais jovem dos quatro saltadores brasileiros em Beijing'2008, com 24 anos de idade, ficou com a melhor colocação: décimo lugar na plataforma de 10m. Ele também competiu em Atenas'2004. Na preparação olímpica deste ano, o atleta brasiliense chegou à duas finais do Grand Prix 2008, terminando na sexta posição em ambas (Canadá e Estados Unidos). Apesar de uma carreira promissora ainda pela frente, já tem um livro publicado contando parte de sua história e possui um website oficial.
Prêmio Brasil Olímpico 2008O Beijing Olímpica esteve presente na maior cerimônia esportiva do Brasil, realizada dia 16 de dezembro no Museu de Arte Moderna do Rio, para registrar a premiação dos 43 atletas apontados como os melhores da temporada em suas modalidades olímpicas, os principais paraolímpicos do ano, os técnicos de destaque em 2008, a homenagem especial à João Havelange e a consagração das duas maiores estrelas atuais: Maurren Maggi e Cesar Cielo. Veja também os perfis publicados na 1ª parte e 2ª parte desta série de matérias.
Hoje, o Beijing Olímpica apresenta os perfis de mais 11 destaques esportivos de 2008, premiados no último Brasil Olímpico, iniciando por dois atletas de esportes de inverno:
Jhonatan Longhi
(Desportos na Neve)Este esquiador brasiliano (nascido no interior de São Paulo, mas criado na Itália) participou de 57 provas durante todo este ano. Os principais resultados mais recentes foram a medalha de prata (dezembro de 2007, seu último ano na categoria júnior), em Pozza di Fassa, e o terceiro lugar na University Race, em Artesina, ambas pistas italianas. Além dos títulos brasileiros do slalom gigante e slalom especial conquistados nas encostas nevadas do Chile, em La Parva. Ele, que tem 20 anos de idade e foi adotado aos três anos por pais italianos, detém recordes em quatro das cinco modalidades do esqui alpino. Leia um pouco mais sobre ele na matéria especial do blog Vancouver Olímpica.
Ingrid Amarante(Desportos no Gelo)Ela tem apenas 14 anos de idade, mas já aparece na Europa com um futuro promissor na patinação artística sobre o gelo. Venceu o último Campeonato Espanhol Infantil, defendendo a tradicional equipe do Barcelona, cidade onde vive com a família há alguns anos. Leia um pouco mais sobre a pequena prodígio em outra matéria especial do blog Vancouver Olímpica.
Renzo Agresta
(Esgrima) O sabrista paulistano mora há mais de três anos na Itália, um dos maiores centros mundiais deste esporte. Em Roma, ele treina e estuda administração de empresas. Aos 23 anos, já competiu por duas vezes em Jogos Olímpicos e melhorou agora seu desempenho: Atenas'2004 (chegou na segunda rodada eliminatória) e Beijing'2008 (foi até a terceira fase). Encerrou a temporada mundial em 45º lugar na sua especialidade, sendo o melhor sul-americano.
Marta
(Futebol)Apontada pela FIFA como melhor jogadora do mundo por dois anos seguidos (2006 e 2007), essa alagoana de 22 anos de idade foi vice-campeã olímpica em Beijing'2008, repetindo a medalha já obtida em Atenas'2004. Começou no futebol aos 14 anos pela equipe carioca do Vasco da Gama e atua hoje no Umea IK, da Suécia, onde também foi segunda colocada na última Copa da UEFA. A prata 'persegue' esse fenômeno brasileiro que também conquistou o segundo lugar no Mundial da China, ano passado. A atacante foi a única mulher convidada, até agora, a deixar sua marca na calçada da fama do futebol no Estádio do Maracanã.
Diego Hypólito
(Ginástica Artística)Um dos três concorrentes ao prêmio máximo masculino Brasil Olímpico 2008, foi escolhido como melhor em sua modalidade este ano. Diego, um paulista de Santo André radicado há muitos anos no Rio de Janeiro, defende a equipe do Flamengo. Chegou em Beijing'2008 como um dos maiores favoritos ao ouro, com destaque ao bi-campeonato mundial no solo. Uma lastimável queda, no último movimento, tirou-lhe a chance do pódio, classificando-o em 6º lugar na final. Mas em dezembro, recuperou-se no cenário internacional ganhando o tri-campeonato da Copa do Mundo em Madrid, na Espanha. Navegue também em seu site oficial.
Nicole Muller
(Ginástica Rítmica)A ginasta paranaense (na foto acima, da esquerda para a direita, vemos Daniela Leite, Tayanne Mantovaneli, Luisa Matsuo, Marcela Menezes, Nicole Muller e Peixinho) morou e treinou durante longo tempo, junto com suas colegas da seleção permanente, no Centro de Excelência da GR, em Vila Velha (ES). Os principais resultados de 2008, nas provas de conjunto, foram alcançados no Torneio Internacional em Follonica (Itália) com um segundo lugar, e em duas etapas da Copa do Mundo: 7º em Kiev (Ucrânia) e 9º em Portimão (Portugal). Aos 19 anos de idade cursa Ciências Contábeis.
Giovanna Venetiglio
(Ginástica Trampolim)Esta jovem carioca, que hoje está com 19 anos de idade, começou sua carreira esportiva na ginástica artística, mas decidiu se especializar mesmo no trampolim acrobático. No Rio'2007 ela já havia se destacado como a primeira medalhista brasileira deste esporte em Jogos Pan-Americanos, conquistando o bronze e ficando atrás apenas das favoritas canadenses. No site Youtube selecionamos um vídeo dela na exibição que valeu a medalha, ano passado, nos Jogos Pan-Americanos realizados no Rio de Janeiro.
Maik Ferreira
(Handebol)
O goleiro paulistano de 28 anos de idade joga atualmente na Espanha (Club Athletico Boadilla), um dos centros mundiais desta modalidade. Começou no esporte no time da Metodista de São Bernardo do Campo (SP) e já passou pelas equipes do Pinheiros (SP) e Londrina (PR) antes de seguir para a Europa. Na temporada deste ano destacou-se pela seleção brasileira com quatro títulos internacionais: Torneio do Cairo (Egito), Japan Cup nas cidades de Kunamoto e Hiroshima (Japão), Desafio contra a Argentina em Santo André e Campeonato Pan-Americano em São Carlos, ambos no interior paulista. Foi escolhido o melhor brasileiro no torneio olímpico, em Beijing'2008, com o país tendo obtido a 11ª colocação.
Rogério Clementino
(Hipismo Adestramento)O cavaleiro sul-matogrossense, de 27 anos de idade, é um exemplo de perseverança. De família humilde, começou tratando de animais até ganhar a confiança dos empregadores e iniciar nas competições. Em 2008 ganhou três eventos em São Paulo e ficou em 12º no Torneio Internacional de Lipica, na Eslovênia. O sonho de classificar-se para os primeiros Jogos Olímpicos, acabou sendo frustrado às vésperas da competição na China. Os juízes responsáveis pelos exames veterinários vetaram o cavalo Nilo, impedindo o conjunto brasileiro de competir. Esta frustração, no entando, não impediu o reconhecimento técnico pela boa temporada.
André Paro
(Hipismo CCE)O cavaleiro de Colina, interior de São Paulo, foi agora à sua segunda Olimpíada, sempre formando conjunto com a montaria Land Heir. Sua melhor colocação, nesta preparação olímpica, foi obtida na cidade francesa de Vittel com um segundo lugar na prova de Cavalo Completo de Equitação. Em Beijing'2008, ele obteve a décima posição final, melhor desempenho brasileiro, em Jogos Olímpicos, na história desta especialidade equestre.
Camila Benedicto
(Hipismo Saltos)Ao vencer o Campeonato Brasileiro Sênior (Rio de Janeiro) e as duas seletivas nacionais para Beijing'2008, a amazona paulista assegurou, com o cavalo Bonito Z, sua vaga na equipe. A estreiante olímpica, aos 30 anos de idade, surpreendeu a todos classificando-se para o concurso final de saltos em Hong Kong, local das provas de hipismo daqueles Jogos, terminando na 9ª colocação. Melhor desempenho entre as cinco brasileiras que já competiram em Olimpíadas, nesta especialidade equestre. Camila, ao longo da temporada, obteve resultados importantes como a vitória em Moorsele (Bélgica), além dos GP's CSI em Francoville (2º lugar) e Bresse (4º), ambos na França. Prêmio Brasil Olímpico 2008O Beijing Olímpica esteve presente na maior cerimônia esportiva do Brasil, realizada dia 16 de dezembro no Museu de Arte Moderna do Rio, para registrar a premiação dos 43 atletas apontados como os melhores da temporada em suas modalidades olímpicas, os principais paraolímpicos do ano, os técnicos de destaque em 2008, a homenagem especial à João Havelange e a consagração das duas maiores estrelas atuais: Maurren Maggi e Cesar Cielo. Veja também os perfis publicados na 1ª parte desta série de matérias.
A cerimônia do Prêmio Brasil Olímpico distribuiu, na última terça-feira, 54 troféus aos melhores atletas brasileiros da última temporada. O Beijing Olímpica, durante os próximos dias, trará um breve perfil de cada um deles. Começamos hoje pelos homenageados em 11 modalidades. O primeiro nome é justamente a melhor de todas as brasileiras em 2008:
Maurren Maggi
(Atletismo)
Foi um ano absolutamente magnifico para essa paulista de São Carlos. Tornou-se vice-campeã mundial indoor em março, na cidade espanhola de Valencia, e partiu para Beijing'2008 como uma das favoritas ao pódio. Logo em seu primeiro salto em distância alcançou sete metros e quatro centímetros, marca que lhe rendeu o ouro. Primeira brasileira campeã olímpica em prova individual. Foi merecidamente escolhida, pelo voto popular na internet, como a melhor atleta brasileira da temporada em todas as modalidades. Mesma distinção obtida por ela no Prêmio Brasil Olímpico de 1999. Pelo ranking da Federação Internacional de Atletismo, aquela marca ficou em segundo lugar em toda a temporada. Maurren registrou três saltos entre os dez melhores do ano.
Marina Eliezer
(Badminton)
A jovem jogadora do Clube Atlético Paulistano, de São Paulo, completou 18 anos poucos dias antes da entrega deste Prêmio Brasil Olímpico. Marina, na atual temporada, tornou-se a primeira mulher brasileira a subir num pódio continental na história desta modalidade de raquete. Ao lado do parceiro de clube e seleção, Hugo Arthuso, terminaram na terceira posição do torneio de duplas mistas do 14º Campeonato Pan-Americano, disputado em outubro passado em Lima, no Perú. No ano de 2008 ganhou dois títulos nacionais de categoria: simples (sub-17) e equipe (juvenil). Também foi bronze em dupla feminina no Brazil Open'2008, sua terceira medalha somada as duas ganhas ano passado (duplas feminina e mista).
Kelly Santos(Basquete)A pivô paulistana, aos 29 anos de idade, esteve pela terceira vez em Jogos Olímpicos, sendo a mais experiente da atual seleção (é convocada desde 1996). Nesses 12 anos de seleção principal disputou 116 jogos oficiais e marcou 920 pontos. Foi bronze em Sydney'2000, quarta colocada em Atenas'2004 e 11ª agora em Beijing'2008. Já atuou por diversos clubes brasileiros, tendo passado também por times europeus (Itália, Espanha e França) e pela WNBA norte-americana, nos times do Detroit Schock e do Seattle Storm. Voltou recentemente para a Espanha e defende o Cadi La Seu D’Urgell.
Leandro Hasegawa(Beisebol)O jogador paulista, especializado na posição de jardineiro-interno, foi um dos destaques da Seleção Brasileira de Beisebol Adulta na disputa do Campeonato Pré-Mundial, na Venezuela, em outubro passado. Os brasileiros terminaram em sétimo lugar no evento que teve vitória de Porto Rico. Aos 25 anos de idade, Leandro também foi fundamental para a equipe de Dourados (MS) conquistar o vice-campeonato no Brasileiro Interclubes Adulto deste ano. Assim, o time sul-matogrossense obteve também a inédita classificação para a Taça Brasil, principal competição deste esporte no Brasil.
Washington da Silva
(Boxe)
Em março de 2008, o meio-pesado de Diadema (Grande São Paulo) conseguiu a medalha de bronze no pré-olímpico da Guatemala, aos 30 anos de idade. Era o primeiro dos seis brasileiros a garantir a vaga para Beijing'2008 e lá não decepcionou, ficando pertinho do pódio. Perdeu nas quartas-de-final para um pugilista irlandês na luta que garantiria ao menos o bronze olímpico. Tudo isso sofrendo as limitações de uma lesão no joelho direito. A única medalha olímpica brasileira no boxe foi obtida por Servilho de Oliveira na Cidade do México'68.
Poliana de Paula(Canoagem Slalom)Ela é outra jovem paulista do interior. Nascida em Piraju, aos 18 anos de idade, escreveu na sua carreira a passagem por prova olímpica nas 'águas brancas' de Beijing'2008. A vaga veio com a medalha de prata no Campeonato Pan-Americano de Charlotte, nos Estados Unidos. A vaga só foi confirmada faltando um mês para o início dos Jogos. Mas nas águas revoltas da China, a canoista não se intimidou, alcançando as semifinais da prova de K1 slalom e terminando na 14ª colocação.
Nivalter Santos(Canoagem Velocidade)Este sergipano, do pequeno município de Capela, veio conhecer o esporte em São Vicente, no litoral paulista. De origem muito humilde, precisou da ajuda de amigo para ingressar num programa para descoberta de talentos. Hoje aos 21 anos, conseguiu levar sua canoa canadense para competir no Canal de Shunyi. na China. Isto graças ao título no Campeonato Pan-Americano em Montreal, no Canadá. Já em Beijing'2008, Nivalter classificou-se para as semifinais das duas provas inscritas, nas distancias de 500m e 1000m da canoa.
Ana Flávia Sgobin(Ciclismo BMX)Pelo segundo ano consecutivo, essa paulista de Americana é escolhida a melhor da BMX brasileira pelo COB. Há 12 anos, ela é campeã brasileira consecutiva na sua categoria e em 2008 foi a 16ª colocada no ranking mundial da UCI, federação que regimenta a modalidade no globo. Seus melhores resultados internacionais na temporada foram o título no Pré Pan-Americano e medalha de bronze no próprio Campeonato Continental, ambos realizados na cidade de Paulínia, Estado de São Paulo. Conheça também o site oficial e o weblog oficial da ciclista.
Clemilda Fernandes
(Ciclismo Estrada)
A ciclista matogrossense, de 29 anos de idade, ganhou pela terceira vez este prêmio do Comitê Olímpico Brasileiro. Na atual temporada do ciclismo de estrada italiano, antes dos Jogos, venceu o Giro del Valdarno e terminou em quarto lugar no GP Cittá de Cornaredo. Na Volta Ciclística de El Salvador foi a vice-campeã. Ela vem de uma família com vários ciclistas de seleção brasileira, entre irmãos e uma prima. Além do talento, seu otimismo e alegria em falar do ciclismo são duas características que chamam muito a atenção na atleta.
Rubens Valeriano
(Ciclismo Mountain Bike)
O mineiro Rubinho, hoje com 29 anos de idade, pedala por terrenos irregulares há 16 anos. Depois da prata inédita do mountain bike brasileiro no Pan Rio'2007, iniciou este ano olímpico com duas vitórias na Copa Internacional SDW (Araxá e Ouro Branco, ambas no interior de Minas Gerais), também seletivas para os Jogos de agosto passado. Foi o oitavo colocado no Campeonato Pan-Americano da Venezuela e 21º em Beijing'2008.
Maira Barbosa(Ciclismo Pista)O principal resultado desta paulista na temporada 2008 foi obtido no Campeonato Interestadual, realizado no velódromo de Caieiras, interior de São Paulo. Foram dois títulos nas provas de velocidade em 500m, individual e por equipes. Ela compete atualmente pela Metodista de São Bernardo do Campo.Prêmio Brasil Olímpico 2008O Beijing Olímpica esteve presente na maior cerimônia esportiva do Brasil, realizada dia 16 de dezembro no Museu de Arte Moderna do Rio, para registrar a premiação dos 43 atletas apontados como os melhores da temporada em suas modalidades olímpicas, os principais paraolímpicos do ano, os técnicos de destaque em 2008, a homenagem especial à João Havelange e a consagração das duas maiores estrelas atuais: Maurren Maggi e Cesar Cielo.